Segundo questionamentos das autoras: a questão da violência pode ser comparada por todos da mesma forma?
No que tange a ameaça de violência, essa sim gera medo e conseqüentemente insegurança que é má conselheira e, portanto desencadeia reações igualmente perigosas. Porém, temos que respeitar a cultura de cada povo.
Entretanto para entender a violência é necessário refletir sobre a concórdia, definida por vezes como “paz”, mas é mais que ela, pois a paz imposta é humilhante. A concórdia é a paz compartilhada, construída por todos.
Conforme descrito “os acontecimentos que provocam comentários e aguçam os temores são aqueles que envolvem pessoas famosas ou em que a vítima é do nosso círculo restrito de convivência” Cf. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena P. Temas de Filosofia. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2006, p.281. Partindo deste pressuposto, entendemos que acabamos por classificar qualquer ato, seja próximo ou através da mídia, violência. Desconsiderando outras formas de violência, como: preconceito, omissão, violência psicológica etc.
Torna-se difícil definir a violência, pois podemos atribuí-lo a fatores diversos (natureza, veneno animal etc.), enquanto a violência de fato é caracterizada por atos humanos intencionais e conscientes que visam prejudicar de várias formas, como o intuito de destruir, no sentido moral ou físico. A passividade também constitui um tipo de violência.
Os tipos de violência são:
Violência estrutural ou violência branca – Acredita-se que esse tipo de violência faça parte da ordem natural das coisas. A vítima, por vezes, não percebe que está sofrendo dela. Exemplo é a alta taxa de mortalidade infantil em locais sem condições básicas de higiene.
Violência passiva ou violência por omissão – Esse tipo de violência caracteriza-se pela omissão em prestar socorro ou fazer pouco caso com o sofrimento alheio. Exemplo: A música –Construção – do cantor Chico Buarque, onde o morto é alvo dos passantes, que sequer notam que ele era um ser humano e o vêem como estorvo.
Violência simbólica – Neste tipo de violência, não existe necessariamente a utilização de um chicote. Mas é quando alguém, pai, professor etc., doutrina a criança impondo seus valores e forçando a aceitação de forma obediente das “normas”. Também ocorre no mundo adulto, quando acreditamos que as vontades impostas são pensadas por nós. A escola, quando favorece os mais abastados, comete a violência simbólica.
Discriminação – Ao privilegiarem algumas pessoas acaba-se por inferiorizar outras, gerando o preconceito, que significa um juízo prévio. Existem várias formas de discriminação e preconceito, como: sexual, racial e de classe. O texto aborda o racismo, o patriarcalismo e o elitismo.
Racismo – É um preconceito que diferencia as raças/etnias, inferiorizando algumas delas. Na história do mundo são relatadas crenças de superioridade de um povo sobre o outro, tentando justificar atitudes de discriminação e de perseguição aos “inferiores”. Exemplo: “inferioridade” dos índios, negros, judeus e outros.
Patriarcalismo – É o tipo de poder masculino, branco e adulto, devido ao caráter da nossa civilização onde o centro é a figura masculina. A infantilização da mulher, enquanto gênero faz parte da construção social, que torna a naturalização de determinados conceitos. Por exemplo, tem-se a mulher como criatura frágil para justificar sua “incapacidade”.
Elitismo – O elitismo privilegia apenas uma parcela abastada da população, onde estes usufruem os bens, enquanto muitos trabalham para eles.
Violência extrema – Esse tipo de violência leva a guerra, massacres e genocídios. A guerra é uma forma de violência onde grupos ou países se confrontam. A guerra civil é entendida como um confronto entre segmentos em um mesmo País, enquanto a guerra é o confronto entre Nações. As guerras atuais utilizam-se de alta tecnologia. Fala-se de guerra justa, quando o ideal é revolucionário ou de libertação nacional e a outra, injusta, quando é imperialista.
Massacre e genocídio – Na guerra almeja-se a paz. Entretanto, no decorrer da história, presenciamos diversos massacres. Ocorrem quando são contrariadas as regras vigentes em guerra e há morte de civis e prisioneiros de guerra, de maneira cruel. Exemplo: Noite de São Bartolomeu (1572) – Paris – Onde cerca de três mil (3000) protestantes foram mortos por católicos.
O texto “Violência e concórdia” aponta as observações sobre o tema com clareza e objetividade, respeitado o contexto histórico e suas possíveis mudanças no que tange a relação individuo versus cultura.
Bibliografia:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena P. Temas de Filosofia. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2006.
Severino, Antônio Joaquim, 1941 – Metodologia do trabalho científico – 20. ed. rev. e ampl. – São Paulo: Cortez, 1996.
Alunos: Adriana, Bruno, Mei, Rose e Talitha.
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